terça-feira, 13 de agosto de 2013

O sol se despede por entre as árvores frondosas
 de uma tarde fria
E eu apresso os passos e as cordas do meu violino
O dia está indo embora e eu quero vê-la
O transito não ajuda
E a voz dela ao telefone diz me esperar
Chego entre uma escala de sol que não aprendi direito
Carrego o instrumento e uma mochila nas costas
Mas o peso é leve
Como tem sido leve a minha vida
Ela está concentrada entre folhas que se apressa em me apresentar
Eu tenho os olhos em lugar nenhum,
mas escuto sua voz  que fala sobre conceitos psicanalíticos
O interesse dela vaga ente consciente e inconsciente,
fronteiras ...
ela fala em trauma e eu começo a olhar seu rostinho lindo
Penso em abraçá-la
Contenho-me!
Ela continua teorizando... a cena é até bonita
É bonito o jeito que ela se preocupa em falar
Também é bonito seu cabelo,
sua risada espontânea
e o jeito como ela deixa o dia iluminado.
É bonita ainda a forma como ela se encaixa em meu ombro
E como se estica pra me abraçar.
É lindo o bem que ela me faz, deixando o dia melhor.
Ao longe uma música ruim pede que a gente se despeça
Ela se apressa com uma mochila que tem quase o seu tamanho
Eu me apresso em outros compromissos que já havia esquecido
O dia se despede da gente
A tarde vai ficando escura
Estranho, mas já tenho saudades.
Caminho entre árvores tristes
Sem saber o próximo passo
Tenho pensado nela...
Numa constância jamais imaginada
Que a vontade que circula em minhas veias é carregá-la para o meu mundo.
                [Cíntia Maria]

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