sábado, 27 de outubro de 2012


Encontre-me!

Os dias correm apressados
Tenho sentido falta das coisas que perdi;
Das que deixe escapar;
E das que eu pedi que fossem embora.
Perder é uma difícil tarefa
E reconhecer que foi derrotado é de todas a mais pesada
Há momentos que sinto falta de suas crises existenciais,
em outros sinto falta dos seus dedinhos segurando os meus
Da sua doce voz me chamando de Amor...
Agora junto minhas coisas e deixo a casa vazia
Um nó na garganta me faz querer chorar
Queria te pedir que viesses comigo
ou que me encontrasse novamente em frente ao mar
Mas você nem lembra onde eu estou
E eu fico desejando saber aonde você foi
Queria novamente te chamar de Anjo Ferido,
Continuar prometendo que não ia te largar
e ficar imaginando os filhos que teríamos.
Agora tudo está escuro
Se ao menos Deus pudesse me ouvir
Mas sei que Ele também já me abandonou.
O que hoje me resta:
É esperar o tempo passar...

Cíntia Maria

terça-feira, 16 de outubro de 2012


A única coisa que hoje espero: doçura.
com algumas doses de sensibilidade
Quero amantes da arte
Que a saibam compreender
Amantes que valham a pena.
Quero fazer amor com a vida
Já não sei a linha que sigo
Palavras me fazem
vez ou outra sou feita por elas
A tristeza também me faz
e conversar com ele me satisfaz,
Interrogá-lo mais além.
Quando nada existe
Ainda consigo ver
O sentido nas palavras
Indo
e vindo...
Parada sei que não sigo
As vias me acompanham
Sem dom pra vidência não consigo prever
O tal do meu destino,
mas vou sendo levada...
Com a vida vou tendo um caso
Saciada sem comer
Olhando o terreno onde piso
Com cuidado
e falando baixinho.

Cíntia Maria

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Quando a primeira voz que você quer ouvir quando o dia
nasce é a dela
É hora de se preocupar meu amigo
Aquela voz doce e agitada te contando um monte de coisas
E você ainda coma voz muito grave, quer saber toda agitação dessa moça
Aí você lembra que há dias atrás, pediu-lhe que seu número ela esquecesse,
mas como ela não ouviu bem o recado
Você nem ousa relembrá-la
Assim que o sol nasce
você se pega a digitar os oito números que te permitem começar bem o dia
Ela não atende e você fica desesperançado
Será que ela vai retornar?
Enquanto isso você rola na cama e dorme de novo
Então agora seu telefone toca com aquela música linda em francês que você programou pra ela
Aí você espera que ela desligue
Porque é o tempo necessário para você compor sua respiração
e que o coração se acalme
Aí você liga novamente e ela atende com a voz preguiçosa
Já cumprimentando as pessoas na rua,
procurando uma coca-cola.
Você discretamente pergunta os passos que ela dará ao passar das horas
Nem ela os sabe
Você já tão feliz
E ela tão natural com você
Esqueceram até que brigam por motivos tolos;
Narcisistas;
Histéricos
e egocêntricos.
Ela te deu bom dia
E você vai levar isso a sério
Pra acreditar em uma vida melhor.

Cíntia Maria

Com o esteto no pescoço   saindo do plantão Ela lê meus poemas Não estão na televisão     nem no rádio Não sou grande poeta Nem mesmo ...