sexta-feira, 8 de julho de 2016

‘ela


Ela tem perturbado meus dias,
  meus sonhos
Minhas fantasias e imaginações
Não sei ao certo se são os olhos
A cintura
                ou a mão que delicadamente ela coloca na barriga ao sorrir.
Talvez Neruda quisesse ser penteador dos seus cabelos;
Drummond fizesse dela Um Mito;
 Machado não encontraria nela a simulação
E Luís da Silva não sofreria de angústias ao enamorá-la.
Ela é poesia
Encanto
   e arte.
Falta-me tempo para celebrar todas as suas qualidades
Não sei ao certo se é a voz;
                               o sorriso;
         ou a doçura nos gestos.
Terna
  e-terna!
Não há nela o que eu não ame
Desde que me sorriu os passos são leves
Passei a conhecer as regras do amar, quando só conhecia as do escrever
Deixei o amor entrar
O canto...
...virou encanto
Sou menos que um poeta precário
 e não sei ao certo se ela me vê
quando discursa sobre termos de uma Ciência que desconheço
Junta os prefixos e sufixos com a mesma naturalidade que dança
E fala de mistérios, política
me bombardeia
                Eu que não compreendo
Contento-me em vê-la
 e até me apavoro...
    mas volto a ser a luz


que ela graciosamente acendeu.


Cíntia Maria

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