domingo, 29 de junho de 2014

Debruçada sobre a janela
com flores por fora
Ela me olha enquanto escrevo na minha máquina velha
Tem os ouvidos atentos
como uma criança que espera uma bela história
Gostaria de escrever o que passa na mente dela
O que ela diz em segredo quando toco seu corpo;
o que ela sente quando beijo seu rosto;
Será essa a vida que ela desejou p’ra eternidade?
Nosso cachorro corre na varanda,
               depois de ter rasgados meus livros
culpa nenhuma ele carrega
Mas que diferença faz?
tudo que eu preciso ler está nos olhos dela
As nuvens não decidem deixar o sol passar
Decido não escrever por hoje
Levanto-me enquanto ela colhe as flores pra decorar nossa mesa
Beijo seus cabelos
 e ela me sorri
seu semblante é sereno
e meu lugar é seu coração...

Cíntia Maria

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