quarta-feira, 10 de julho de 2013

Eu digo timidamente
que ela deveria me cobrar, por ficar em minha cabeça
em forma de versos...
Ela ri             
e diz que faz de graça.
Não duvido...
É de graça ser linda assim
É de graça sorrir assim.
Toda vez que penso nela,
os conceitos de uma fenomenologia-existencialista me passam na cabeça
Começo com experimentação
Que eu nem sei definir, mas é algo que me leva a arte
A vida é uma arte,
a arte é a vida?
Os dois? Ou nenhum?
‘Arte é ver o seu rosto’
Eu poderia dizer a ela, sem correr o risco mentir
Acontece que na hora da vivência as palavras não saem
E ela me pergunta, porque não digo as coisas quando estou com ela.
Provei o gosto doce do seu beijo e senti o que é viver
Senti o prazer genuíno da empatia,
quando ela tocou minha mão...
Sinto por vezes que o vento não nos ajuda,
talvez porque não sabemos aonde queremos chegar.
Subitamente no fim da noite eu a surpreendo com ‘eu quero você’
Novamente ela ri
E me diz o bem que a faço
Pra que conceitos,
coordenadas ou diretrizes?
‘o amor não tem pressa ele pode esperar’
Por que desistir ou ter medo?
Deveríamos apenas nos entregar...
Mas novamente as palavras não saem e fico sem jeito de abordá-la
Que colorido especial que ela tem
Até o crochê se enrolou em seus pés para virar uma sapatilha
Isso novamente é arte
Arte é criação
Deus entendia disso quando fez você
Não sei se pra mim
Mas o mundo O agradece.

[Cíntia Maria]

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