segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

‎2.8

O seu aniversário se aproxima
Nosso segundo ano distante
Não sei como agir
Se te ligo para desejar que você continue sendo feliz sem mim
Ou se finjo que esqueci
A vida perdeu o sentido por causa da sua existência medíocre
Desejei-te tanto... que tenho esquecido de me desejar
Sinto tanto a falta sua falta
Principalmente em datas festivas
Quando tudo fica iluminando
e a tal magia do Natal toca os sinos em minha porta.
Inventei de ser poeta
Me meti a tocar violão
Formas e mais formas de sublimar
Paixões vazias
Músicas idiotas
Escritores sem futuro que fazem sucesso por algumas semanas
Frases de parachoque de caminhão
Bandas retardadas de adolescentes
Bebidas
Lugares e mais lugares
E você nunca estava lá
Esperanças 
Sonhos
Esperanças
Tristezas
Esperanças
E nada de você voltar
Aproximações e
afastamentos...
Um vai e vem terrível
Uma saudade sem fim
Cansei de pedir ao Velho Barbudo que me traga você num saco
O Cara lá de Cima nunca me ouviu mesmo...
Quer saber?
Foda-se!
Não vou ligar
O meu pedido pro ano que vem
E o mesmo daquele cantor barbudo que marcou minha adolescência
“Não precisa vir, se não for pra ficar, pelo menos uma noite e três semanas.”
Se for pra buzinar em minha porta quase correndo
É melhor que não venha
Era melhor que nunca tivesse ido
Que nunca tivesse pegado em meus cabelos
Nem tivesse sorrido como se trouxesse o sol nos lábios
e a lua no olhar
Que droga
Por que você tem que ter tamanha beleza?
Por quê?
Por que finais felizes não existem?
Por que todo amor não é pra sempre?
Que a magia do Natal
Se encarregue de enfim fazer um milagre 
Nem que enfim como o Menino da Manjedoura 
Eu nasça de novo.

Cíntia Maria

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