segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quem saberá?

Pensei em mandar-lhe flores
ou talvez chocolates
Exaltar minhas qualidades
Ocultar meus defeitos
Fazer poemas 
Serenatas
Dizer o quanto lhe desejo
Ligar umas setenta vezes ao menos
Depois de ter mandado trinta e duas mensagens pro seu celular
Agarrar-te na rua
Chorar em frente do seu trabalho
Ir falar com os seus pais
Pedir aos seus amigos que implore que você volte para mim
Mudar até os meus gostos
Pensei em seguir-te na rua
e perguntar o que faço para te conquistar
Prometer que dar-te-ia o universo
Dentre tantas outras coisas...
Aí acordei
Pensei em mim
E notei que o amor é algo natural
Acontece sem precisar que a gente nada peça
É um olhar num dia qualquer
Um sorriso
É pegar na mão de surpresa
É roubar um beijo
Eu tudo poderia ter
Mas nada agradaria ao seu coração
Posso falar vários idiomas
Ser inteligente
Sensível e legal
Ser tudo que o que você precisa como ouvi de uma amiga sua
Mesmo assim não consegui e nem posso conseguir ser seu desejo
e seu pensamento antes de dormir.
Poderia eu te dar minha vida
E de nada ia ter utilidade
O único consolo dos amantes renegados
É que um dia o arrependimento bata em sua porta
E você me procure
E com o coração já leve e sem dor
Eu diga que não
Ou talvez nada diga
Talvez o silêncio fale por mim
ou novos amores falem
Quem saberá?
Eu saberei?
Meus amigos me dizem que você não é normal
Por me perder assim
Será que não deu tempo de você me conhecer?
Será? Por quê? Como assim?
São tantas interrogações
Que muitas vezes me impediram de dormir
Que hoje tanto faz
Cada um com os seus caminhos
Cada um com suas escolhas
Pessoas vão e vem
São poucas as que ficam
As mais verdadeiras talvez
Quem saberá...

Cíntia Maria

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