segunda-feira, 4 de junho de 2012


Ah a poesia

Viajo, sonho e choro
Penso e sofro
Sou alegre e triste
ou nenhum dos dois
Mas sempre tento encontrar a poesia
Conheço almas sublimes
Encanto pessoas
Falo em algumas
Emociono outras
Tenho alguns como inspirações secretas
Para outros não consigo fingir tão bem assim
Mas de verso em verso
Vou formando histórias
Não tão bem parnasianamente estruturadas
Mas que narram um sentimento profundo
Talvez algo original, não sei...
Escrevo com desejo e amor
E jamais escrevi por encomenda
Isso tem feito de mim uma poetisa
Quase sempre com dor
Um Eu Lírico que faz sua autobiografia
Descrevo sentidos encontrados em olhares
em noites
em lágrimas
em festas...
E se eu encontrar apenas uma alma que me compreenda
Isso fará de mim alguém menos triste.
E assim continuo caminhando com a poesia no bolso
buscando inspirações ou
                                               esbarrando nelas.
Fazendo-me viva
Trazendo a minh’alma alegria
Desabrochando como uma flor do cerrado
Em busca de um sentido que me cause espanto
E tire-me do chão....
... como só a poesia tem feio.
Que a vida me traga versos
E que a arte enxugue-me às lágrimas
E as dores da existir.

Cíntia Maria

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