quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Preciso

Não preciso de amor
Não preciso de dinheiro
Nem quero ter que entregar
 a minha vida a Deus
Eu só preciso de um sentido
Só preciso de um caminho
Que me faça não desistir de viver
Algo maior que um sonho
Independência talvez
Quem sabe eu precise apenar ser que eu sou
Romper as amarras do inconsciente.
Eu não preciso mais de você
Na verdade acho que nunca precisei
Eu não vou mais me esconder em paixões
                                               vazias...
Em mentiras
nem em medos tolos.
Nunca me senti tão só e infeliz
Porém pela primeira vez eu começo a me sentir,
sem sentir você.
Não preciso mais da sua mão segurando a minha
Eu preciso de alguém que eu demorei tanto pra encontrar
Eu preciso de mim.

Cíntia Maria

sábado, 27 de outubro de 2012


Encontre-me!

Os dias correm apressados
Tenho sentido falta das coisas que perdi;
Das que deixe escapar;
E das que eu pedi que fossem embora.
Perder é uma difícil tarefa
E reconhecer que foi derrotado é de todas a mais pesada
Há momentos que sinto falta de suas crises existenciais,
em outros sinto falta dos seus dedinhos segurando os meus
Da sua doce voz me chamando de Amor...
Agora junto minhas coisas e deixo a casa vazia
Um nó na garganta me faz querer chorar
Queria te pedir que viesses comigo
ou que me encontrasse novamente em frente ao mar
Mas você nem lembra onde eu estou
E eu fico desejando saber aonde você foi
Queria novamente te chamar de Anjo Ferido,
Continuar prometendo que não ia te largar
e ficar imaginando os filhos que teríamos.
Agora tudo está escuro
Se ao menos Deus pudesse me ouvir
Mas sei que Ele também já me abandonou.
O que hoje me resta:
É esperar o tempo passar...

Cíntia Maria

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A!

Um dia nos conhecemos
E a empatia falou por nós
Nos abraçamos e
Nos confidenciamos
Sem precisar de tempo ou qualquer outra coisa 
que garantisse que era verdadeiro.
Ele me tirou as angustias
Deixou meu coração em paz
Levou-me para lugares tão bonitos
Mostrou-me que a vida valia a pena.
Sorrimos de mãos dadas
Entregamos-nos ao sentimento verdadeiro da amizade
Ele me fez chorar mostrando caminhos mais reais
Ele me guiou quando eu estava no escuro.
E um dia a vida nos afastou
E essa era a hora que ele mais precisava de mim
E eu não o acompanhei
Muita gente dizendo tanta coisas
E eu não ouvi mais o sentimento que ele me deu
Fiquei confusa
Joguei nele as raivas dos outros
Nada que ele fizesse tinha para mim um sentido lógico
E enquanto isso ele sofria
E eu não me permitia ver
E assim ficamos cada um em um lado oposto
Mas o que é verdadeiro nunca se apaga
E nos encontramos novamente
Não nos abraçamos como antes
Nem nos confidenciamos
Demos um passo de cada vez
Discutimos
Reclamos 
Julgamos os nossos atos
E depois resolvemos colocar uma pedra na nossa dor
Mas não conseguimos
Voltamos a discutir
Mas a gente ainda se ama
e por isso seguimos tentando
E ele me mostrou que o que é verdadeiro sempre volta
E eu o encontrei quando dessa vez ele precisa de mim
Como eu sempre precisei dele
Permitimos-nos amar
Sermos verdadeiros
E deixar a amizade nos guiar rumo a luz
Hoje nos sentimos felizes um ao lado do outro
Mesmo em silêncio
Ao contemplar um mar
Ao andar na rua
Ao ver o sol se pôr
Hoje sabemos o quanto nos precisamos
E que nada nesse mundo nos afaste mais
Eu o amo
E ele me ama
E dessa vez é pra sempre.

Cíntia Maria

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quem saberá?

Pensei em mandar-lhe flores
ou talvez chocolates
Exaltar minhas qualidades
Ocultar meus defeitos
Fazer poemas 
Serenatas
Dizer o quanto lhe desejo
Ligar umas setenta vezes ao menos
Depois de ter mandado trinta e duas mensagens pro seu celular
Agarrar-te na rua
Chorar em frente do seu trabalho
Ir falar com os seus pais
Pedir aos seus amigos que implore que você volte para mim
Mudar até os meus gostos
Pensei em seguir-te na rua
e perguntar o que faço para te conquistar
Prometer que dar-te-ia o universo
Dentre tantas outras coisas...
Aí acordei
Pensei em mim
E notei que o amor é algo natural
Acontece sem precisar que a gente nada peça
É um olhar num dia qualquer
Um sorriso
É pegar na mão de surpresa
É roubar um beijo
Eu tudo poderia ter
Mas nada agradaria ao seu coração
Posso falar vários idiomas
Ser inteligente
Sensível e legal
Ser tudo que o que você precisa como ouvi de uma amiga sua
Mesmo assim não consegui e nem posso conseguir ser seu desejo
e seu pensamento antes de dormir.
Poderia eu te dar minha vida
E de nada ia ter utilidade
O único consolo dos amantes renegados
É que um dia o arrependimento bata em sua porta
E você me procure
E com o coração já leve e sem dor
Eu diga que não
Ou talvez nada diga
Talvez o silêncio fale por mim
ou novos amores falem
Quem saberá?
Eu saberei?
Meus amigos me dizem que você não é normal
Por me perder assim
Será que não deu tempo de você me conhecer?
Será? Por quê? Como assim?
São tantas interrogações
Que muitas vezes me impediram de dormir
Que hoje tanto faz
Cada um com os seus caminhos
Cada um com suas escolhas
Pessoas vão e vem
São poucas as que ficam
As mais verdadeiras talvez
Quem saberá...

Cíntia Maria

sábado, 1 de setembro de 2012

Aquela pequena

Quando aquela pequena me agarra ao meio
Eu sinto não quer nada mais nessa vida
Cheiro seus cabelos
Olhos nos seus olhos
E na ponta dos pés ela beija minha boca
Quando aquela pequena me segura a mão
Eu sinto que tenho tudo que preciso
Eu quero que a noite passe lentinha
Eu quero seus carinhos todo o sempre
Olho seu rosto dez vezes
E na última ainda a vejo mais bela
Mais linda
E mais encantadora
E se eu continuar olhando
Ainda encontrei mais brilho
Mais afeto
E mais sentido pra viver
Quando aquela pequena me sorri
Eu fico besta
Nem sei se olho pra lua
Pro mar
Pros seus olhinhos verdes
Quando aquela pequena deita em meus ombros
Sinto-me do tamanho do mundo
Ela se ajeita
Vai se aconchegando
Como quem nada quer
Acabou do chão tirando-me
Nada mais desejo
Que não venha do seu coração
Quando aquela pequena diz que é hora de ir embora
Eu fico triste
Por mim ela não ia nunca mais
Hoje da vida só me resta à certeza
Que coragem terei
E nada nesse mundo
Vai me fazer desistir de você
Não me interessa seu passado
Seus amigos loucos
Eu sou seu presente e futuro
Pequena minha
Não me largue jamais
Não tire suas mãos da minha cintura
Por você
Pra você
Eu vou mudar.

Cíntia Maria

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ponteiros

Tenho perdido a noção das horas
Os ponteiros já não andam
Já nem sei quando é dia ou noite
Perdi os estímulos
Corro das paixões
Já não confio mais em ninguém
Esqueci a idade que tenho
As roupas caem do meu corpo
Já não sinto fome
Passo o tempo estudando gramática
E não consigo entender a semântica
Nem a sintaxe
Confundo-me com a morfologia
E acabo rasgando os cadernos
Rasguei também fotos de um passado recente
Larguei a bebida
Nunca fui fã de cigarros
A fé deixei em uma esquina há anos atrás
O que tenha agora são só lembranças
Do que eu podia ter sido
Do que deixei escapar.
Cíntia Maria

domingo, 29 de julho de 2012



“Quis evitar teus olhos...”

Num dia chato como qualquer outro
Eu avistei os olhos dela
Lindos como o mar
Fixei-os num golpe de ousadia e ela rapidamente os tirou de mim
Mas tão tímidos que eles eram que não resisti e continuei a olhá-los
Ela sorriu e quis saber quem eu era
Naquele dia eu não tinha medo, eu não tinha mais nada a perder...
Um amigo nos notou e fez com que nos falássemos
Ela sorriu embaraçada e querendo me fazer todas as perguntas mais tolas de uma só vez
e eu apenas olhava seus olhos...
Eu poderia conhecê-la numa praia, numa festa...
mas a conheci no dia em que ela trabalhava.
Nesse mundo moderno as tecnologia também servem para encontrar pessoas
E resolvi procurá-la e ela me surpreendeu ao dizer que ficou feliz em saber que a encontrei.
Amor a primeira vista?
Atração?
Sei lá, que me importam os termos, ela me encontrou quando eu não precisava de encontros.
E agora não ouso correr
                               Vamos vida, vai levando a gente...
Permita-nos encontros, permita amores...
Aqueles que encontramos sem esperar, aqueles que encontramos sem data marcada.
Permita               ,
                Permita,
                               Permita....
Eu quero um sorriso ao fim da tarde, quero o brilho loiro dos cabelos dela
Quero por querer
Quero por notar que ela também me nota
Quero porque todos podem ao menos uma tarde, contemplar um céu azul
Assim como ela tem a música tatuada em seu corpo
eu quero tatuar seu olhar no meu.

CCíntia Maria!

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Flor!


Disse-me minha mãe

que me apelidou de flor

Porque desde cedo eu me perdia

                        nos jardins

a conversar com as plantas.

Diziam que eu era um poço de emoções

            e ainda o dizem.

Eu que sempre achei que fosse um defeito

Hoje sou considerada uma alma sensível

                        por muitos.

Por outros uma criatura angustiada

e há ainda quem acredite que sei fazer poemas.

E o velho Bukowski se me conhecesse diria que sou apenas

mais uma criatura atordoada pelo amor.

Cíntia Maria 

quarta-feira, 13 de junho de 2012


"Que ela seja feliz"
disse em voz alta para acreditar com mais força
Eu a amo não vou mentir
Torço pela sua vida
e desejo que ela siga feliz em um novo caminho...
Mas quando ela me abraça
Eu queria tanto poder fazer algo
Mudar nossas rotas
Retroceder
Ah se ela voltasse para minha vida
Dizem que isso é amor de verdade
Aceitar a felicidade do outro sem mágoas
Eu aqui já desisti de conceituar o amor
E nessa hora só escrever me ajuda
Porém, eu já sinto um cansaço de dizer as mesmas coisas
"Que ela seja feliz"
Sai tão honesto e triste da minha boca
Eu já posso mais nada fazer
"Que ela seja feliz"
Eu vou continuar dizendo
As mesmas palavras repetidas
Com saudade
E com dor.

Cíntia Maria

sábado, 9 de junho de 2012


R.

Um sorriso sincero;
Um olhar acolhedor;
E um corpo bonito.
Eu conheci essa menina numa noite fria de uma festa alegre
E não imaginei que ela carregava tanto dor
Quando notei os sofrimentos que ela carrega da vida pensei:
como é que um cara pode fazer uma garota assim sofrer?
Realmente ele tem que ser muito idiota...
Porque ninguém ia querer fazê-la padecer
Ela é tão amiga;
Tão acolhedora.
A simplicidade eu li em seus olhos
E vejo muitos se perderem em seus encantos.
O cuidado eu senti em suas mãos
No mais, ela é bem agradável e verdadeira.
Mas ela foi se encantar por um jovem ator
Não que ela seja ingênua, mas ela acreditou no rapaz
Que tanto a decepcionou.
Eu que a olho e a vejo como menina
Passei a vê-la como mulher quando ela se comportou com tamanha maturidade
De colocá-lo para fora de sua vida
e começar um novo caminho.
E os que não atuam durante a vida real se esforçam para fazê-la bem
Para lhe arrancar um sorriso que não tem sido muito usado nos últimos tempos
Depois que o ator se foi deixou essa menina um pouco triste
Eu sei que no fundo ela se esforça para não sucumbir
Mas como acreditar depois de tudo?
Ele agora se arrepende, ele agora corre atrás...
Mas ela já não o quer mais esse rapaz que apenas desempenha um papel de artista
A menina agora cresceu
É independente
E a vida a ensinou a ser mulher
Não é fácil recomeçar
Mas ela tenta um pouco a cada dia.
Vejo a fidelidade de jamais trair os seus
Porém a vida sempre a machucando
Como machuca a todos
Mas quem disse que ela tem medo?
Ela acredita em sonhos e reza para Deus lhe trazer forças
E diariamente ela encontra o brilho necessário para viver
Eu a admiro
E sei que ela conseguirá
E as lições da vida ela desempenha com atitudes fortes
Sei que essa menina ainda vai dar baile em muitos
Correndo sempre na frente...
Mesmo reclamando e muitas vezes desacreditando
Ela pode com muito peso
Desejo apenas que a vida dela se torne a frase do Velho Bukowski
“E as noites serão quentes, levará a vida com um sorriso perfeito. É a única coisa que vale a pena.”
E eu queria dizer para ela que a vida é maravilhosa, mas não é.
Que ela continue nos encantando, mesmo com o peso das amarguras e das traições
Pois, quando ela dorme vejo passar por ela  os sonhos mais lindos.

Cíntia Maria

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Ah a poesia

Viajo, sonho e choro
Penso e sofro
Sou alegre e triste
ou nenhum dos dois
Mas sempre tento encontrar a poesia
Conheço almas sublimes
Encanto pessoas
Falo em algumas
Emociono outras
Tenho alguns como inspirações secretas
Para outros não consigo fingir tão bem assim
Mas de verso em verso
Vou formando histórias
Não tão bem parnasianamente estruturadas
Mas que narram um sentimento profundo
Talvez algo original, não sei...
Escrevo com desejo e amor
E jamais escrevi por encomenda
Isso tem feito de mim uma poetisa
Quase sempre com dor
Um Eu Lírico que faz sua autobiografia
Descrevo sentidos encontrados em olhares
em noites
em lágrimas
em festas...
E se eu encontrar apenas uma alma que me compreenda
Isso fará de mim alguém menos triste.
E assim continuo caminhando com a poesia no bolso
buscando inspirações ou
                                               esbarrando nelas.
Fazendo-me viva
Trazendo a minh’alma alegria
Desabrochando como uma flor do cerrado
Em busca de um sentido que me cause espanto
E tire-me do chão....
... como só a poesia tem feio.
Que a vida me traga versos
E que a arte enxugue-me às lágrimas
E as dores da existir.

Cíntia Maria

sábado, 2 de junho de 2012


S.

Chata e
                antissocial
Basta esses dois motivos para não querê-la perto
Porém sua ausência causa saudade
Sua presença é poesia
Sua existência traz música.
Fitando-a ao longe encontro graça
É tão séria e distante
Tão misteriosa que me causa angústia
Tornei-me fã de sua postura
Do seu cabelo curtinho
Da sua capacidade de contemplar o belo
Da sua reação diante da natureza
Do seu olhar de espanto ao ver um pássaro
Da forma como ela fica de pé e como caminha.
De olhá-la e nada saber
Faz com que eu prenda o pensamento nela
E apesar de tudo não me ignora...
E eu às 3h da manhã penso nessa criatura de olhar sereno
e alma desassossegada
Que tem me apresentado tantas coisas belas.
Sempre estarei aqui celebrando sua existência
mesmo quando eu não for mais
uma constante na dela .

Cíntia Maria

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Hoje é domingo
Vago pelas ruas do centro dessa cidade que tem cheiro de açúcar
As ruas estariam vazias
Se não fosses os garis que limpam toda sujeira
Quem dera eles pudessem limpar os meus pensamentos
Há também nas ruas mendigos que são sujos por fora
Semelhante a como eu me sinto por dentro
E começo a sentir que posso aplicar a mim os versos do Pessoa
Vivi, estudei, amei e até cri, E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Mendigos que vagam, que são livres.
Eu gostaria de saber aonde quero ir
Enquanto descubro apenas ando e penso no mar
Mas carrego lágrimas nos olhos e uma pesada mochila nas costas
Não quero que o mar me veja assim
Quero que alguém me carregue desse mundo
Quando noto que não posso me esconder de mim
Questões da noite anterior ainda me perturbam
Ser quem se é, pagar um preço incalculável
Invejo os ousados e os corajosos
Invejo a todos que não são como eu
Eu que passo a vida a me procurar a já não me encontro
Nem nos amores
Nem nos versos
Nem nas amizades.
Minha única companhia é a solidão
Penso na vida e sinto medo
Enquanto permitido for continuarei caminhando
Por ruas que me levam a lugar nenhum
Por caminhos que são desassossegados
Iguais aos meus sentimentos.

Cíntia Maria

segunda-feira, 28 de maio de 2012



M.

Alto, charmoso e inteligente
Isso me bastou para que eu fixasse o olhar nele
Ousado e divertido
Rapidamente me sinto a vontade em sua presença
Mas esse carinha já estava marcado por uma colega minha
E hoje estou saindo com outros objetivos
Olho pra ele e tento não encará-lo
Quando noto que ele faz o mesmo
Ao seu lado está sentando o homem que eu digo que desejei pra mim
Que prometeu ser meu
Mas o carinha ousado me pega pra dançar
Cola seu corpo ao meu
Eu quero beijá-lo ele também quer
Por que o corpo fala por nós?
Por que perder uma certeza por uma aventura?
Mesmo assim continuo querendo
E o álcool já me impede de pensar
Minha colega que parecia querê-lo um dia antes
Nem o nota mais
Ainda pensa num passado recente
Eu ainda olho pra ele
E já sem conter os desejos fúteis de uma noite de festa
Ele me segura firme o  rosto e me beija
Gelo e esquento ao mesmo tempo
E quero sumir
Já é tarde o mal está feito
A ressaca será moral
Mas parece que minha colega resolve me salvar
Agarra-se a ele e o beija como eu gostaria
Não sinto raiva de nenhum dos dois
Fico feliz em vê-los
Mas ainda o desejo ao longe
Como vingança o homem que prometeu ser meu já está nos braços de outra
Ele nos viu
Notou nosso desejo
Que poderei fazer se a carne falou mais alto?
Minha colega continua a beijá-lo
E nos intervalos dançamos livres e leves
E com os desejos guardados no bolso
Ele parece bem com ela
E agora eu me arrependo
Não do beijo
Apenas de não tê-lo feito escondido
O desejo se despediu quando o dia amanheceu
Volto para casa
Com lágrimas nos olhos
Perdi os dois
Não quero mais nenhum
Enquanto isso oscilo entre vítima e algoz
E confesso querer amizade do carinha ousado e sorridente
No dia seguinte já falo com ele sobre coisas banais
Quando irei vê-lo não sei
Fico sabendo dos  seus planos futuro
E será muito bom que encha a vida da minha colega de sol
E que arranque o sorriso que ela tanto precisa voltar a ter
Quando o peso da razão pesou sobre mim
Desejo apagar aquele dia
Minha colega confessa não querê-lo
Mas será difícil escapar de um advogado do diabo
Quem é ele?
Por que me despertou tantas loucuras?
Por hora deixe estar
Vamos seguindo que a vida pede passagem
Tudo é uma escolha e eu sempre faço a mais idiota.
Perdi um sentimento que levei meses para conquistar
Por causa de um sorriso bobo
Não sei quão errada fui
Não sei porque não pude controlar
Quando a bebida é muita
O superego não funciona
E somos como crianças levadas pela música
E no dia seguinte a responsabilidade nos chama
Nos culpa
E sentimos a dor maior do que ferir
É ferir os sentimentos dos outros
Esperarei aquele que eu conquistei voltar
Mas se ele não voltar
Tenho muitos na vida ainda pra conquistar
E o conquistador ousado vou deixando passar
Que ele ao menos sirva de um passeio para minha colega
Que parece não querer se apaixonar.
Cíntia Maria


Há tantas coisas a serem ditas
Que não tem sentido
Sentimentos que se comprometem por atos
Um desejo absurdo de não ser o que se é.
O que dizer de um erro de mão dupla?
Voltar no tempo não é possível querido meu
Você não quer falar
Você quer fugir
Como um menino que com medo de ser visto
Esconde-se atrás de um caminhão.
Seus desejos desconheço
Perder você não será o meu fim.
Eu aqui penso em você
Não mais como um barco que eu havia prendido ao cais
Mas como um carro dirigido por um bêbado
Vou esperar a chuva passar
Deitada aqui na rede
Lendo o Pessoa com lágrimas nos olhos
Não de amor, nem de saudade
Apenas de arrependimento
Mas já sem dor. 


Cíntia Maria

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quem a ver sorrindo assim não desconfia
A tempestade íntima que lhe acompanha
Nos dias, nas horas do rosto sóbrio
Vive a tácita luta ausente dos errantes.
Desejo louco de ir sempre adiante
Pra frente, sem rumo, sem meta, sem ver,
Pra frente, sem enxergar o tão distante.
Viver de cada pedaço alcançado,
Deixada de lado a suada aflição.
Ler os seus versos escritos nas noites,
Deixa os autores largados no chão,
Mede distancia a medir o seu tempo
Intimamente uma ausência a ofusca
Reprovando cada passo desequilibrado
E de poeta em poeta vai colecionando angústias.



Wagner Oliveira
Para mim.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quando o amor chegasse ao fim.

Lembra qual era o plano, se o amor chegasse ao fim?
Não chorar
Não sofrer
Nem mentir
Nem correr
E muito menos sumir.
Porém o medo foi maior
Não consegui cumprir
Chorei, senti
E até agora sofro
Com uma dor dentro de mim.

Cíntia Maria

domingo, 25 de março de 2012

E quando não se acredita mais no amor
ainda existe algo em que a pessoa possa crer?
Os amigos me sugerem a amizade
Há ainda os que ainda esperançosos que acreditam na felicidade.
E eu aqui fico pensando
“Por que quando você se foi e me levou junto?”
Disseram-me que o amor era algo que estaria em mim
E que eu poderia dar novamente a qualquer outro
Mas não foi o que aconteceu...
Dizem que a dor faz bem aos poetas
Faz tempo que também não escuto a voz da inspiração.
E meu violão assim como do Chico quando a Rita foi embora
Encontra-se mudo.
Há ainda os que dizem que o caminho é simples
Basta que eu me permita
Eu me questiono “permitir a quem?”
Se todos são tão ou mais vazios que eu.
Sinto que a sua pessoa física não mais me faz falta
Mas existe algo que você levou que eu não sei onde pegar de volta
Talvez na religião?
Não! Já me libertei dessa realidade ilusória.
Força de vontade talvez me ajude
ou a terapia é mais eficaz?
Sei lá tanto faz...
Qualquer coisa que me devolva à vontade de viver
De viver não!
Apenas de amar.

Cíntia Maria

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um ano

Olho para a folha em branco que agora vai ganhando riscos
Tão vazia igual ao dia em que você me deixou
Quando é que alguém vai fazer um remédio que cure saudade?
Há dias não tenho mais noticias suas
E tenho uma pesada sensação de que de mim você quase não lembra.
E quando eu acredito no nunca mais
O telefone toca
E você me diz triste que só pensou em mim para conversar
Amizade! Acho que é tudo que você consegue sentir por mim
Um pouco que me felicita tanto.
E hoje agora eu me sinto a pessoa mais corajosa do mundo
E por você eu até largaria tudo
Mas aqueles pedaços de vidros jamais voltarão a ser um vaso.

Cíntia Maria

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Acho que não é normal depois de um ano sentir saudades daquilo que nunca se teve.
Escrever

Escrever quando se tem o que dizer ao certo
Ao som de um funk
Ao lado de uma briga.

Enquanto o carnaval acontece na Avenida
O trio percorre a cidade
E todos dançam na festa

Eu com um caderninho penso em ti e só quero escrever
É que as palavras quando vão ficando rimadas e belas
Se parecem muito mais com o seu jeito doce

Nessa confusão toda eu não consigo fazer isso não
E fico aqui escrevendo enquanto o tempo passa
Só por prazer mesmo

É que quando eu escrevo
Eu fico perto de você
Mesmo que seja em pensamentos.

Cíntia Maria
Um corpo peludo para quem jamais eu olharia
E que desconhece meu mundo da Psicologia
Fez-me por cinco dias acreditar que a simplicidade;
O cuidado;
O amor;
A atenção;
O afeto
E a família
São os responsáveis pela verdadeira poesia.

Cíntia Maria

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Retratos


Retratos amarrotados pelo tempo
Contam memórias e liras destoadas
Em vultos e lapsos de memória transcendentes

Desmemorias que me traz odores,
 Lugares e olhares de um alguém qualquer
Que no tempo jaz esquecido

Esses mesmos retratos - que ficaram amarrotados pelo tempo -
São a única coisa que eu tenho para lembrar que você é real
Que me cortam com a dor de um amor irrevogável
Que me rega com lamúrias de saudade e solidão

Bem sabeis, oh filhos da creação
O Jasmim perfuma o machado que o feriu
A rosa espinha a borboleta que a beija...
Mas, douda não se faz, porquanto,
Nem por isso a borboleta deixará de beijá-la,
E o machado livrara o caule do jasmim

Em poemas, liras e devaneios me espanto
Na loucura insana de minha mente
Desconfiguro o futuro
 Recapitulo o passado que nunca existiu
E válvulo-o em um futuro incerto,
Tão certo quanto à incerteza que se a de morrer

Retratos, memórias, canções e poemas... Quem se importa?!
Que me importa memórias perdidas,
Pixels desconfigurados de uma realidade incônscia?
Quantos quadros fizeram-se esquadros
Tornaram-se eira no cinzeiro de uma taverna qualquer?

E o 'eu te amo' que as fotos não podem reproduzir ficaram esquecidos
A falta que ficou é o amarelo daquele velho retrato que hoje é igual ao seu sorriso.

E que diferença faz o jasmim, a rosa ou borboleta
Desse sentimento o que se deve veracidade?
Apenas que tudo foi esquecido...
Como um brinquedo deixado no terreiro,
Como um vintém ao bolso amarrotado ,
Como o passar das horas num dia chuvoso.

E eu me sinto amolgado como esse velho retrato
Que ímpar, tolo ainda ouso guardar.
O que me importa, a solidão é um jogo guardado para um domingo chuvoso,
Bem sabeis, oh filha da terra!



Calígula de Odisséia & Cíntia Maria




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Desejo-te!

A minha vida inteirara tem sido uma tentativa
de não desejar aquilo que desejo
Um esforço em conter pulsões
e esse meu desejo que não goza de boa reputação.
Me faz esconder a minha condição real.
Disse Lao-Tsé que a ‘’a libertação do desejo conduz a paz interior’’
Deve ser por isso que vivo em conflito
na amargura de ter que conter alguns sentimentos.
E esse desejo que é também uma necessidade e
algo que me falta.
E assim tenho vivido com desejos irrealizáveis
                                                               e duradouros que não são aceitos.
E assim continuo desejando aquela criatura de sotaque carioca
que não quer mais ser meu desejo, pois, tem medo de tudo que critica.
e que mesmo assim ainda estima minha amizade.
Escondo esse desejo com medo da esquiva
carregando o sofrimento e o peso dessa vida.

Cíntia Maria

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eu’s

São tantos eu’s contido nessa minha persona
Que ora penso ser uma imagem narcisista refletida num espelho
Ora penso ser um pintor que pinta a si mesmo num quadro rodeado por meninas
E chego a pensar que serei imortalizada como uma obra de arte
Porém, mudo de idéia e já me vejo espectadora
O que sou agora é um olhar inquietante sobre mim de um observador que desconhece o saber e me fita com angústia.
E o meu eu se torna agora um olhar invisível da visão
Quantas hipóteses há para me definir? Não sei.
Sou agora um desejo de ser um personagem parte de uma pintura junto à família real
Sou por fim aquela que nunca se pode ter uma resposta precisa.

Cíntia Maria

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Distância

Entre a casa dele e a minha são 4h
Separados pela distância
E mais ainda pelas ideias.
Porém o amor sempre nos coloca em armadilhas
E assim fui tão longe esbarrar nele
Quem diria que eu me encantaria por um jovem de uma pequena cidade
Com planos pra uma revolução.
Enquanto eu espero a hora passar jogando no celular
Como momento de distração.
Nesse mesmo instante ele quer derrubar o poder
E eu nem quero saber sobre o amor
Quero é curtir nas festas
E fazer loucuras.
Julguei que com ele ficaria uma vez
Num momento que considerei como embriaguez
Porém no outro dia eu já estava lá
Com ele a nadar
Para lá e para cá
Com medo das ex...
Dele não desgrudei
E assim os dias foram passando
E por ele fui sendo cativada
E já pensava que sentiria falta no dia de voltar
Um medo apertou meu peito
Será que eu já estava envolvida?
Será que suportaria a partida?
Desejei que aquela viagem não tivesse fim
Mas tive que lhe dizer adeus.
Agora estou aqui na cidade grande
Pensando no jovem revolucionário
Que tanto me deu carinho
Valor e atenção
Que tem um mundo diferente do meu
Mas de qualquer forma penso que daria certo
Penso que poderíamos tentar
E olhe que a culpa nem é da distância
É só do medo de amar.
Mas nego para todos que isso seja verdade
Digo que foi aventura ou coisas da idade
Mas quando vou dormir ainda o tenho em minha lembrança.
Vou tentar esquecer e me nego a dar o braço a torcer
Que ele fique de lá e eu fico daqui
Separados por um medo
Aquele medo de amar
Que não faz ninguém feliz.

Cíntia Maria

domingo, 22 de janeiro de 2012

L e D


A saudade é tanta
Porém coisas banais nos afastaram
E agora o que quero é apenas ouvir a sua voz
E sei que no fundo você também quer me ligar
Usamos as redes sociais para indiretas
Com flechas que atingem o coração...
A vergonha e tanta de te dizer que me ligue
Pois, não aguento mais tamanha solidão
E ficamos os dois nesse joguinho enquanto as horas passam
Eu com medo daqui
Você com dúvidas de lá
Os amigos notam a falta em nossas palavras
E eu aqui tola não quero ousar
O sono agora te chama
E você vai dormir
E eu ficarei aqui com a mesma saudade que escrevi
A primeira linha desse texto.

Cíntia Maria
Recalque

Como agir diante daquilo que não se pode dizer?
Se for dito é ficarei sem roupa
Quanto mais se explica mais se perde
E menos se diz.
Então espero a interpretação que não vai sair dela
Enrolo com palavras e no fim me mostro sem coragem
Como sempre sou.
Não sei por que o medo do julgamento sempre me acompanha
E o medo do recuo
E do não.
E quando as palavras são indizíveis
Os sonhos vêm me perturbar na madrugada
Realizando desejos inconscientes e
Recalcados.
Esse campo do saber que não é sabido pelo sujeito
Resolve ficar aqui e lá
Impedindo a gente de dizer.
O espaço eu encontrei pra falar
Mas por hora deixa assim
Um dia quem sabe eu possa revelar
E o que é recalcado
Não mais vai comigo andar
Será que ela não percebe
Ou quer comigo jogar?
Por hora deixa como está
Só eu estou entendo isso
E não vou a interpretação compartilhar.

Cíntia Maria

Naquele carnaval
Em que você se despediu de mim
Voltei pra avenida com o coração em trapos
Nossa história não podia ter terminado assim
Como um confete que é jogado ao alto.

Cíntia Maria

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um coração vazio

Depois de muito sofrer por amar
Meu coração agora está vazio
Pretendentes esperam sentados na porta
Quem escolher? Não sei.
Até posso medir as qualidades;
A inteligência;
Como escreve ou os gostos.
Porém para amar é necessário "algo mais"
E é nesse tal de "algo mais" que eu tenho me perdido.
Não me sinto só embora não ame ninguém
Ninguém consegue mais disparar meu velho e pobre coração
Não sei o que dizer para os que me esperam,
Não sei o que fazer
Agora nem quero o tal do apego
Não quero nada que não seja tão mágico como o que um dia eu senti
Não quero ninguém pelo qual eu não morreria
Apenas por amizade ou tesão
Não quero viver de ilusão.
Quero assim como Azevedo
"Só quero. Aquilo sem o que viver não posso."
Não estou exigindo muito
E nem penso na beleza
Quero apenas uma alma que me fale de pureza
Que me recite uma poesia
Que fale das alegrias e que saiba me acompanhar na nostalgia.
Que não ocupe meu tempo com tanta parvoíce
Que eu não precise me provar a cada segundo que existe.
Pois, saberei guardar em mim
E chamar quando for preciso
Sem dependências
Quero apenas pelo amor e carinho
"Sem incomodar os passarinhos"
Um amor doce e leve.
Enquanto não encontro, fico aqui com os meus versos
Saudosos às vezes tão tristes
Que falam tanto de amor e coisas perdidas
Enquanto te espero pra poder te carregar por toda a minha vida.


Cíntia Maria

Ela é o amor personificado em gestos          afagos e carícias  e enquanto ela dorme o cd da Mallu toca na tv  Tempero com amor o seu j...