segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

‎2.8

O seu aniversário se aproxima
Nosso segundo ano distante
Não sei como agir
Se te ligo para desejar que você continue sendo feliz sem mim
Ou se finjo que esqueci
A vida perdeu o sentido por causa da sua existência medíocre
Desejei-te tanto... que tenho esquecido de me desejar
Sinto tanto a falta sua falta
Principalmente em datas festivas
Quando tudo fica iluminando
e a tal magia do Natal toca os sinos em minha porta.
Inventei de ser poeta
Me meti a tocar violão
Formas e mais formas de sublimar
Paixões vazias
Músicas idiotas
Escritores sem futuro que fazem sucesso por algumas semanas
Frases de parachoque de caminhão
Bandas retardadas de adolescentes
Bebidas
Lugares e mais lugares
E você nunca estava lá
Esperanças 
Sonhos
Esperanças
Tristezas
Esperanças
E nada de você voltar
Aproximações e
afastamentos...
Um vai e vem terrível
Uma saudade sem fim
Cansei de pedir ao Velho Barbudo que me traga você num saco
O Cara lá de Cima nunca me ouviu mesmo...
Quer saber?
Foda-se!
Não vou ligar
O meu pedido pro ano que vem
E o mesmo daquele cantor barbudo que marcou minha adolescência
“Não precisa vir, se não for pra ficar, pelo menos uma noite e três semanas.”
Se for pra buzinar em minha porta quase correndo
É melhor que não venha
Era melhor que nunca tivesse ido
Que nunca tivesse pegado em meus cabelos
Nem tivesse sorrido como se trouxesse o sol nos lábios
e a lua no olhar
Que droga
Por que você tem que ter tamanha beleza?
Por quê?
Por que finais felizes não existem?
Por que todo amor não é pra sempre?
Que a magia do Natal
Se encarregue de enfim fazer um milagre 
Nem que enfim como o Menino da Manjedoura 
Eu nasça de novo.

Cíntia Maria

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Preciso

Não preciso de amor
Não preciso de dinheiro
Nem quero ter que entregar
 a minha vida a Deus
Eu só preciso de um sentido
Só preciso de um caminho
Que me faça não desistir de viver
Algo maior que um sonho
Independência talvez
Quem sabe eu precise apenar ser que eu sou
Romper as amarras do inconsciente.
Eu não preciso mais de você
Na verdade acho que nunca precisei
Eu não vou mais me esconder em paixões
                                               vazias...
Em mentiras
nem em medos tolos.
Nunca me senti tão só e infeliz
Porém pela primeira vez eu começo a me sentir,
sem sentir você.
Não preciso mais da sua mão segurando a minha
Eu preciso de alguém que eu demorei tanto pra encontrar
Eu preciso de mim.

Cíntia Maria

sábado, 27 de outubro de 2012


Encontre-me!

Os dias correm apressados
Tenho sentido falta das coisas que perdi;
Das que deixe escapar;
E das que eu pedi que fossem embora.
Perder é uma difícil tarefa
E reconhecer que foi derrotado é de todas a mais pesada
Há momentos que sinto falta de suas crises existenciais,
em outros sinto falta dos seus dedinhos segurando os meus
Da sua doce voz me chamando de Amor...
Agora junto minhas coisas e deixo a casa vazia
Um nó na garganta me faz querer chorar
Queria te pedir que viesses comigo
ou que me encontrasse novamente em frente ao mar
Mas você nem lembra onde eu estou
E eu fico desejando saber aonde você foi
Queria novamente te chamar de Anjo Ferido,
Continuar prometendo que não ia te largar
e ficar imaginando os filhos que teríamos.
Agora tudo está escuro
Se ao menos Deus pudesse me ouvir
Mas sei que Ele também já me abandonou.
O que hoje me resta:
É esperar o tempo passar...

Cíntia Maria

terça-feira, 16 de outubro de 2012


A única coisa que hoje espero: doçura.
com algumas doses de sensibilidade
Quero amantes da arte
Que a saibam compreender
Amantes que valham a pena.
Quero fazer amor com a vida
Já não sei a linha que sigo
Palavras me fazem
vez ou outra sou feita por elas
A tristeza também me faz
e conversar com ele me satisfaz,
Interrogá-lo mais além.
Quando nada existe
Ainda consigo ver
O sentido nas palavras
Indo
e vindo...
Parada sei que não sigo
As vias me acompanham
Sem dom pra vidência não consigo prever
O tal do meu destino,
mas vou sendo levada...
Com a vida vou tendo um caso
Saciada sem comer
Olhando o terreno onde piso
Com cuidado
e falando baixinho.

Cíntia Maria

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Quando a primeira voz que você quer ouvir quando o dia
nasce é a dela
É hora de se preocupar meu amigo
Aquela voz doce e agitada te contando um monte de coisas
E você ainda coma voz muito grave, quer saber toda agitação dessa moça
Aí você lembra que há dias atrás, pediu-lhe que seu número ela esquecesse,
mas como ela não ouviu bem o recado
Você nem ousa relembrá-la
Assim que o sol nasce
você se pega a digitar os oito números que te permitem começar bem o dia
Ela não atende e você fica desesperançado
Será que ela vai retornar?
Enquanto isso você rola na cama e dorme de novo
Então agora seu telefone toca com aquela música linda em francês que você programou pra ela
Aí você espera que ela desligue
Porque é o tempo necessário para você compor sua respiração
e que o coração se acalme
Aí você liga novamente e ela atende com a voz preguiçosa
Já cumprimentando as pessoas na rua,
procurando uma coca-cola.
Você discretamente pergunta os passos que ela dará ao passar das horas
Nem ela os sabe
Você já tão feliz
E ela tão natural com você
Esqueceram até que brigam por motivos tolos;
Narcisistas;
Histéricos
e egocêntricos.
Ela te deu bom dia
E você vai levar isso a sério
Pra acreditar em uma vida melhor.

Cíntia Maria

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Eu penso nela e penso em coisas bonitas:
Respeito,
compreensão,
tempo
e blábláblá.
Quando apenas um ‘foda-se’ resolveria tudo
Um ‘vá a merda’
ou tantas outras expressões que nos permite sermos mais exatos.
Mas as palavras não saem da minha boca
E eu a pergunto o que a angustia
O que a faz sofrer
O que posso fazer para apoiá-la nesse momento de grande aflição
Acato aos seus pedidos sem grandes questionamentos
Atendo a sua ligação sem titubear
E entro na confusão dos seus pensamentos desordenados
Espero,
espero,
espero...
e nada acontece.
A sua vida segue normalmente sem mim
E ainda assim eu espero
Espero por tudo que não virá.
Meu coração já tão saturado
Ainda cria esperanças vazias

enquanto tanta gente tenta me encontrar
Eu me escondo
Esperando que ela volte.




Cíntia Maria!
A!

Um dia nos conhecemos
E a empatia falou por nós
Nos abraçamos e
Nos confidenciamos
Sem precisar de tempo ou qualquer outra coisa 
que garantisse que era verdadeiro.
Ele me tirou as angustias
Deixou meu coração em paz
Levou-me para lugares tão bonitos
Mostrou-me que a vida valia a pena.
Sorrimos de mãos dadas
Entregamos-nos ao sentimento verdadeiro da amizade
Ele me fez chorar mostrando caminhos mais reais
Ele me guiou quando eu estava no escuro.
E um dia a vida nos afastou
E essa era a hora que ele mais precisava de mim
E eu não o acompanhei
Muita gente dizendo tanta coisas
E eu não ouvi mais o sentimento que ele me deu
Fiquei confusa
Joguei nele as raivas dos outros
Nada que ele fizesse tinha para mim um sentido lógico
E enquanto isso ele sofria
E eu não me permitia ver
E assim ficamos cada um em um lado oposto
Mas o que é verdadeiro nunca se apaga
E nos encontramos novamente
Não nos abraçamos como antes
Nem nos confidenciamos
Demos um passo de cada vez
Discutimos
Reclamos 
Julgamos os nossos atos
E depois resolvemos colocar uma pedra na nossa dor
Mas não conseguimos
Voltamos a discutir
Mas a gente ainda se ama
e por isso seguimos tentando
E ele me mostrou que o que é verdadeiro sempre volta
E eu o encontrei quando dessa vez ele precisa de mim
Como eu sempre precisei dele
Permitimos-nos amar
Sermos verdadeiros
E deixar a amizade nos guiar rumo a luz
Hoje nos sentimos felizes um ao lado do outro
Mesmo em silêncio
Ao contemplar um mar
Ao andar na rua
Ao ver o sol se pôr
Hoje sabemos o quanto nos precisamos
E que nada nesse mundo nos afaste mais
Eu o amo
E ele me ama
E dessa vez é pra sempre.

Cíntia Maria

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quem saberá?

Pensei em mandar-lhe flores
ou talvez chocolates
Exaltar minhas qualidades
Ocultar meus defeitos
Fazer poemas 
Serenatas
Dizer o quanto lhe desejo
Ligar umas setenta vezes ao menos
Depois de ter mandado trinta e duas mensagens pro seu celular
Agarrar-te na rua
Chorar em frente do seu trabalho
Ir falar com os seus pais
Pedir aos seus amigos que implore que você volte para mim
Mudar até os meus gostos
Pensei em seguir-te na rua
e perguntar o que faço para te conquistar
Prometer que dar-te-ia o universo
Dentre tantas outras coisas...
Aí acordei
Pensei em mim
E notei que o amor é algo natural
Acontece sem precisar que a gente nada peça
É um olhar num dia qualquer
Um sorriso
É pegar na mão de surpresa
É roubar um beijo
Eu tudo poderia ter
Mas nada agradaria ao seu coração
Posso falar vários idiomas
Ser inteligente
Sensível e legal
Ser tudo que o que você precisa como ouvi de uma amiga sua
Mesmo assim não consegui e nem posso conseguir ser seu desejo
e seu pensamento antes de dormir.
Poderia eu te dar minha vida
E de nada ia ter utilidade
O único consolo dos amantes renegados
É que um dia o arrependimento bata em sua porta
E você me procure
E com o coração já leve e sem dor
Eu diga que não
Ou talvez nada diga
Talvez o silêncio fale por mim
ou novos amores falem
Quem saberá?
Eu saberei?
Meus amigos me dizem que você não é normal
Por me perder assim
Será que não deu tempo de você me conhecer?
Será? Por quê? Como assim?
São tantas interrogações
Que muitas vezes me impediram de dormir
Que hoje tanto faz
Cada um com os seus caminhos
Cada um com suas escolhas
Pessoas vão e vem
São poucas as que ficam
As mais verdadeiras talvez
Quem saberá...

Cíntia Maria

quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Será que estamos condenados ao desassossego,
essa paz de angustia que não nos deixa dormir noite após noite
a amores irrealizáveis e paixões passageiras?
Choro ininterruptamente as perdas diárias
E espero ligações que nunca virão...
Um cansaço me sobe a espinha
Quisera esvaziar o peito e poder respirar já com tranqüilidade
Mas olho o mundo e ele é cinza
e opaco...
E volto a sentir a inquietude de outrora.


Cíntia Maria

sábado, 1 de setembro de 2012

Aquela pequena

Quando aquela pequena me agarra ao meio
Eu sinto não quer nada mais nessa vida
Cheiro seus cabelos
Olhos nos seus olhos
E na ponta dos pés ela beija minha boca
Quando aquela pequena me segura a mão
Eu sinto que tenho tudo que preciso
Eu quero que a noite passe lentinha
Eu quero seus carinhos todo o sempre
Olho seu rosto dez vezes
E na última ainda a vejo mais bela
Mais linda
E mais encantadora
E se eu continuar olhando
Ainda encontrei mais brilho
Mais afeto
E mais sentido pra viver
Quando aquela pequena me sorri
Eu fico besta
Nem sei se olho pra lua
Pro mar
Pros seus olhinhos verdes
Quando aquela pequena deita em meus ombros
Sinto-me do tamanho do mundo
Ela se ajeita
Vai se aconchegando
Como quem nada quer
Acabou do chão tirando-me
Nada mais desejo
Que não venha do seu coração
Quando aquela pequena diz que é hora de ir embora
Eu fico triste
Por mim ela não ia nunca mais
Hoje da vida só me resta à certeza
Que coragem terei
E nada nesse mundo
Vai me fazer desistir de você
Não me interessa seu passado
Seus amigos loucos
Eu sou seu presente e futuro
Pequena minha
Não me largue jamais
Não tire suas mãos da minha cintura
Por você
Pra você
Eu vou mudar.

Cíntia Maria

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


K.

Quando ela me olhou pensei em coisas tão bonitas
Vi o mar
Sonhei sonhos já adormecidos
Voltei a crer em anjos
O estranho disso tudo não foi o que senti
Mas foi poder sentir que pode ser verdade
Que pode ser correspondido
Imaginei tanta coisa legal
O cheiro dos seus cabelos
Sua mão pegando na minha
Seu sorriso sorrindo pra mim
Mas parece que a garota resolveu complicar
Perdi o trajeto
Não sei mais o passo que darei
Tenho tanta coisa guardada pra ela
Também nem posso culpá-la
Ela nem sabe o que eu sinto
Também que diferença faria
Ainda penso em abraçá-la
Controlar seu abuso diário
Mas se ela não quer
Não vou insistir
Ao fim do dia ainda pode me procurar
Mesmo que brigue e reclame quando eu não tiver culpa
Ainda pode querer me ver
Estarei esperando
Mas não demora não
Que eu não sou um fantasma do seu passado
Não sou um medo antigo
Tira isso de ti
E vem aqui
Vamos ver o sol
Tem tanta coisa bonita lá fora
A vida pode ser uma merda
Mas temos que vivê-la
Se não quiser eu fico aqui então
A gente continua procurando alguém
Que um dia leia nosso sentimento
Que desperte isso que você tem despertado em mim
Mas se você quiser ficar
Garanto que não vai perder
Se resolver de fato me conhecer.
Cíntia Maria

terça-feira, 7 de agosto de 2012


Viver!

Aos 12 anos quando muitos ainda me consideravam uma menina, resolvi lutar por um amor. Lutei e por tanto lutar consegui que meu pai aceitasse um namoro com um carinha sete anos mais velho que eu. Ele com o coração ainda pertencente à outra me fazia sofrer e me esnobava. Com quatro meses de namoro ele me deixou, queria beber, farrear, curtir e não queria de forma alguma compromisso.
De tudo fiz para que ele me notasse e nesse meio tempo acabei metendo os pés pelas mãos, após cinco meses de sofrimento e esperando que ele voltasse aos meus braços reatamos e desde então não teríamos mais nenhum fim, nesse momento você está pensando que essa será mais uma história de amor com um final feliz, não se engane caro leitor.
Aos poucos consegui convencê-lo da vida errada que ele levava, incentivando-o a estudar. Ele foi conquistando vitórias e eu sempre estive ao seu lado, planejávamos nosso casamento com a pressão que recebíamos dos nossos pais, mas programamos tudo e eu sempre matava e morria pelo nosso amor. Não foi fácil suportar críticas falsas que recebi, mas me mantive fiel ao nosso relacionamento e aos nossos desejos.
Enfim chegou o dia do nosso casamento e no primeiro ano fui relativamente feliz, mas como uma nuvem negra que encobre um céu azul, tudo mudou e a tempestade invadiu nossa casa, passei a ter como maior amiga a solidão, ele me deixava só e triste, e sua maior companheira era a bebida, não compartilhávamos mais o amor. Tudo era motivo de briga e pelos amigos ele me trocou e só me restava chorar no silêncio da nossa casa vazia.
Porém aquela que não é valorizada um dia muda suas atitudes e num golpe de ousadia mudei o rumo da nossa história que passou a ter um final diferente dos contos de fadas e que tanto é esperando por todas as meninas. Tem sido difícil me acostumar a viver com meus pais, mas tem sido melhor, não adianta me prender a sentimentos que não me levam pra frente, hoje não sinto peso e nenhuma espécie de culpa, caminhamos a este lugar, não vale a pena chorar, não vale não. Fizemos o que podíamos é preciso dizer um adeus. A quem devemos culpar? A quem poderemos recorrer? Não existe mais ninguém, nem nada que possa interferir e num passe de mágicas nos devolver a alegria daqueles primeiros anos.
Sabe aquela música “que sejas bem feliz como eu te fiz”? Então é o que te desejo. E por falar em felicidade, sinto que ela resolveu me procurar, sinto-me mais leve, mais livre e quero enfim seguir aquele clichê viver a vida, após passar por tudo me tornei mais forte, hoje preciso amar alguém que valorize minhas atitudes, ter ao meu lado a família de alguém que, sobretudo não me acuse, o que eu mereço é amar.


Cíntia Maria

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ponteiros

Tenho perdido a noção das horas
Os ponteiros já não andam
Já nem sei quando é dia ou noite
Perdi os estímulos
Corro das paixões
Já não confio mais em ninguém
Esqueci a idade que tenho
As roupas caem do meu corpo
Já não sinto fome
Passo o tempo estudando gramática
E não consigo entender a semântica
Nem a sintaxe
Confundo-me com a morfologia
E acabo rasgando os cadernos
Rasguei também fotos de um passado recente
Larguei a bebida
Nunca fui fã de cigarros
A fé deixei em uma esquina há anos atrás
O que tenha agora são só lembranças
Do que eu podia ter sido
Do que deixei escapar.
Cíntia Maria

domingo, 29 de julho de 2012



“Quis evitar teus olhos...”

Num dia chato como qualquer outro
Eu avistei os olhos dela
Lindos como o mar
Fixei-os num golpe de ousadia e ela rapidamente os tirou de mim
Mas tão tímidos que eles eram que não resisti e continuei a olhá-los
Ela sorriu e quis saber quem eu era
Naquele dia eu não tinha medo, eu não tinha mais nada a perder...
Um amigo nos notou e fez com que nos falássemos
Ela sorriu embaraçada e querendo me fazer todas as perguntas mais tolas de uma só vez
e eu apenas olhava seus olhos...
Eu poderia conhecê-la numa praia, numa festa...
mas a conheci no dia em que ela trabalhava.
Nesse mundo moderno as tecnologia também servem para encontrar pessoas
E resolvi procurá-la e ela me surpreendeu ao dizer que ficou feliz em saber que a encontrei.
Amor a primeira vista?
Atração?
Sei lá, que me importam os termos, ela me encontrou quando eu não precisava de encontros.
E agora não ouso correr
                               Vamos vida, vai levando a gente...
Permita-nos encontros, permita amores...
Aqueles que encontramos sem esperar, aqueles que encontramos sem data marcada.
Permita               ,
                Permita,
                               Permita....
Eu quero um sorriso ao fim da tarde, quero o brilho loiro dos cabelos dela
Quero por querer
Quero por notar que ela também me nota
Quero porque todos podem ao menos uma tarde, contemplar um céu azul
Assim como ela tem a música tatuada em seu corpo
eu quero tatuar seu olhar no meu.

CCíntia Maria!

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Personal

Ela resolveu de mim cuidar
O porquê não sei,
 não sei...
Apego a profissão sei lá
Talvez...
Mas ela me convidou a caminhar.
E eu que nunca a notei
Não por maldade, nem ignorância ou falta de educação
Só deslize mesmo
Uma pessoa desatenta acaba sempre perdendo.
Mas a atrapalha e doce menina
Veio logo me constranger me perguntando o que era um falo
Com tanta coisa pra fazer
olha o Google por lá
E ela ousa me perguntar.
Eu que havia guardado uma imagem dela nervosinha tocando violão
Fiz meu inconsciente resgatá-la
e trazê-la pra mais perto
E pense no presentão...
Agora eu tenho hora para acordar
e me preocupo em dormir bem,
Consigo até pedalar
E vou notando a paisagem que acompanha as rodas da minha bicicleta
Ela chega cansada e pergunta como foi meu dia
e eu quero saber do dela...
Queria tê-la mais perto...
            Poder dela cuidar.
Esse sentimento ainda nem nome tem
Nem ouso me apressar
Deixa que de lá ela cuida de mim
e eu dela só em me preocupar
Eu tenho a poesia
ela se preocupa com o físico
Juntando os dois a gente não faz mal a ninguém
Eu vou ter que entrar na linha pra sempre saudável ficar
Mas não reclamo não...
Se ela tiver por aqui
Eu faço esse esforço
E quem ganha é meu coração
Agora eu aprendi e sempre vou cuidar de mim.

Cíntia Maria!

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Você não sabe


Supere,
Esqueça,
e siga em frente.
Todos dão os mesmo conselhos
Verbalizar é muito fácil
Viva a droga da minha vida e faça melhor que eu
Não se machuque,
Não acredite
E por favor não erre.
Não tente mais uma vez como eu sempre faço
Seja considerada tola e ingênua
Por acreditar nas pessoas
Carregue a dor no peito
Por amores mal resolvidos
Com um sorriso no rosto.
Acorde todos os dias acreditando na vida
E se olhe no espelho sabendo que és capaz
E quem sabe te darei o direito de depois disso sentir por mim.
Aí ao fim de tudo não me venha com esse papo de que a vida é bela
Porque eu já sei caro amigo ela não é
A vida não é bela...
Nem as pessoas são honestas
E eu já nem sei até quando vou confiar em você
Agora aonde eu for eu não quero mais dor
Siga meu amigo, siga...
Não tente mais resolver minhas questões
Você não pode sentir o que eu sinto
Como diz aquele escritor novo, que faz sucesso na internet
"Você não sabe o que eu levo no peito"
Ninguém sabe...

Cíntia Maria

quarta-feira, 27 de junho de 2012


“Só sei que nada sei”

Hoje eu nada sei
Mas não é um nada sei socrático
Acreditando que com isso afirmo saber algo
É um nada sei de nada saber
É um nada dizer
Querendo dizer tudo
Um olhar desacreditado
Buscando uma forma de exprimir por meio de palavras
O indizível
O inaudível
Hoje...
Silenciar-me-ei por hora
Deixando que o não declarável
Possa fazer algum sentido
Ou que pelo menos manifeste um sentimento.

Cíntia Maria


Flor!


Disse-me minha mãe

que me apelidou de flor

Porque desde cedo eu me perdia

                        nos jardins

a conversar com as plantas.

Diziam que eu era um poço de emoções

            e ainda o dizem.

Eu que sempre achei que fosse um defeito

Hoje sou considerada uma alma sensível

                        por muitos.

Por outros uma criatura angustiada

e há ainda quem acredite que sei fazer poemas.

E o velho Bukowski se me conhecesse diria que sou apenas

mais uma criatura atordoada pelo amor.

Cíntia Maria 

quarta-feira, 13 de junho de 2012


"Que ela seja feliz"
disse em voz alta para acreditar com mais força
Eu a amo não vou mentir
Torço pela sua vida
e desejo que ela siga feliz em um novo caminho...
Mas quando ela me abraça
Eu queria tanto poder fazer algo
Mudar nossas rotas
Retroceder
Ah se ela voltasse para minha vida
Dizem que isso é amor de verdade
Aceitar a felicidade do outro sem mágoas
Eu aqui já desisti de conceituar o amor
E nessa hora só escrever me ajuda
Porém, eu já sinto um cansaço de dizer as mesmas coisas
"Que ela seja feliz"
Sai tão honesto e triste da minha boca
Eu já posso mais nada fazer
"Que ela seja feliz"
Eu vou continuar dizendo
As mesmas palavras repetidas
Com saudade
E com dor.

Cíntia Maria

terça-feira, 12 de junho de 2012

Garota pare de querer ser rocha
Diga que me adora
Diga que me estima
E não negue que me quer

Garota pare de querer ser rocha
Você sabe que digo o dia inteiro
Que te adoro
E te admiro

Garota pare de querer ser rocha
Você sabe que você tem o sorriso
Que um dia eu sonhei pra mim
Fica aqui

Garota pare de querer ser rocha
Eu quero sentir seu cheiro
Quero colar seu corpo ao meu
Há tempo que desejo seu beijo

Garota não precisa mais ser rocha
Vamos nos desmanchar em afetos
Certezas pra quê?
Vem pra cá que eu te ensino a viver.

Cíntia Maria

sábado, 9 de junho de 2012


R.

Um sorriso sincero;
Um olhar acolhedor;
E um corpo bonito.
Eu conheci essa menina numa noite fria de uma festa alegre
E não imaginei que ela carregava tanto dor
Quando notei os sofrimentos que ela carrega da vida pensei:
como é que um cara pode fazer uma garota assim sofrer?
Realmente ele tem que ser muito idiota...
Porque ninguém ia querer fazê-la padecer
Ela é tão amiga;
Tão acolhedora.
A simplicidade eu li em seus olhos
E vejo muitos se perderem em seus encantos.
O cuidado eu senti em suas mãos
No mais, ela é bem agradável e verdadeira.
Mas ela foi se encantar por um jovem ator
Não que ela seja ingênua, mas ela acreditou no rapaz
Que tanto a decepcionou.
Eu que a olho e a vejo como menina
Passei a vê-la como mulher quando ela se comportou com tamanha maturidade
De colocá-lo para fora de sua vida
e começar um novo caminho.
E os que não atuam durante a vida real se esforçam para fazê-la bem
Para lhe arrancar um sorriso que não tem sido muito usado nos últimos tempos
Depois que o ator se foi deixou essa menina um pouco triste
Eu sei que no fundo ela se esforça para não sucumbir
Mas como acreditar depois de tudo?
Ele agora se arrepende, ele agora corre atrás...
Mas ela já não o quer mais esse rapaz que apenas desempenha um papel de artista
A menina agora cresceu
É independente
E a vida a ensinou a ser mulher
Não é fácil recomeçar
Mas ela tenta um pouco a cada dia.
Vejo a fidelidade de jamais trair os seus
Porém a vida sempre a machucando
Como machuca a todos
Mas quem disse que ela tem medo?
Ela acredita em sonhos e reza para Deus lhe trazer forças
E diariamente ela encontra o brilho necessário para viver
Eu a admiro
E sei que ela conseguirá
E as lições da vida ela desempenha com atitudes fortes
Sei que essa menina ainda vai dar baile em muitos
Correndo sempre na frente...
Mesmo reclamando e muitas vezes desacreditando
Ela pode com muito peso
Desejo apenas que a vida dela se torne a frase do Velho Bukowski
“E as noites serão quentes, levará a vida com um sorriso perfeito. É a única coisa que vale a pena.”
E eu queria dizer para ela que a vida é maravilhosa, mas não é.
Que ela continue nos encantando, mesmo com o peso das amarguras e das traições
Pois, quando ela dorme vejo passar por ela  os sonhos mais lindos.

Cíntia Maria

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Se ela soubesse...

...que lhe faço poesias na madrugada
que guardo um caderninho com frases que um dia ela me mandou no celular
Olharia para mim com desejo?
ou isso a assustaria?
E na dúvida fico como aquele cantor pop
guardando ''pra te dar as cartas que eu não mando''
Por que eu tinha que querer aquela que menos quer?
Aquela que não ousa amar fisicamente?
Ah eu queria alardear um sentimento,
                               mas emudeço e volto só pela estrada.
Ah se ela soubesse o que carrego no peito
Ela é a poesia que eu tanto sonhei pra mim,
mas um dia ela há de saber...
... agora ainda não.
pois, a coragem me falta... e o medo me acompanha.

Cíntia Maria

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Ah a poesia

Viajo, sonho e choro
Penso e sofro
Sou alegre e triste
ou nenhum dos dois
Mas sempre tento encontrar a poesia
Conheço almas sublimes
Encanto pessoas
Falo em algumas
Emociono outras
Tenho alguns como inspirações secretas
Para outros não consigo fingir tão bem assim
Mas de verso em verso
Vou formando histórias
Não tão bem parnasianamente estruturadas
Mas que narram um sentimento profundo
Talvez algo original, não sei...
Escrevo com desejo e amor
E jamais escrevi por encomenda
Isso tem feito de mim uma poetisa
Quase sempre com dor
Um Eu Lírico que faz sua autobiografia
Descrevo sentidos encontrados em olhares
em noites
em lágrimas
em festas...
E se eu encontrar apenas uma alma que me compreenda
Isso fará de mim alguém menos triste.
E assim continuo caminhando com a poesia no bolso
buscando inspirações ou
                                               esbarrando nelas.
Fazendo-me viva
Trazendo a minh’alma alegria
Desabrochando como uma flor do cerrado
Em busca de um sentido que me cause espanto
E tire-me do chão....
... como só a poesia tem feio.
Que a vida me traga versos
E que a arte enxugue-me às lágrimas
E as dores da existir.

Cíntia Maria

sábado, 2 de junho de 2012


S.

Chata e
                antissocial
Basta esses dois motivos para não querê-la perto
Porém sua ausência causa saudade
Sua presença é poesia
Sua existência traz música.
Fitando-a ao longe encontro graça
É tão séria e distante
Tão misteriosa que me causa angústia
Tornei-me fã de sua postura
Do seu cabelo curtinho
Da sua capacidade de contemplar o belo
Da sua reação diante da natureza
Do seu olhar de espanto ao ver um pássaro
Da forma como ela fica de pé e como caminha.
De olhá-la e nada saber
Faz com que eu prenda o pensamento nela
E apesar de tudo não me ignora...
E eu às 3h da manhã penso nessa criatura de olhar sereno
e alma desassossegada
Que tem me apresentado tantas coisas belas.
Sempre estarei aqui celebrando sua existência
mesmo quando eu não for mais
uma constante na dela .

Cíntia Maria

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Hoje é domingo
Vago pelas ruas do centro dessa cidade que tem cheiro de açúcar
As ruas estariam vazias
Se não fosses os garis que limpam toda sujeira
Quem dera eles pudessem limpar os meus pensamentos
Há também nas ruas mendigos que são sujos por fora
Semelhante a como eu me sinto por dentro
E começo a sentir que posso aplicar a mim os versos do Pessoa
Vivi, estudei, amei e até cri, E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Mendigos que vagam, que são livres.
Eu gostaria de saber aonde quero ir
Enquanto descubro apenas ando e penso no mar
Mas carrego lágrimas nos olhos e uma pesada mochila nas costas
Não quero que o mar me veja assim
Quero que alguém me carregue desse mundo
Quando noto que não posso me esconder de mim
Questões da noite anterior ainda me perturbam
Ser quem se é, pagar um preço incalculável
Invejo os ousados e os corajosos
Invejo a todos que não são como eu
Eu que passo a vida a me procurar a já não me encontro
Nem nos amores
Nem nos versos
Nem nas amizades.
Minha única companhia é a solidão
Penso na vida e sinto medo
Enquanto permitido for continuarei caminhando
Por ruas que me levam a lugar nenhum
Por caminhos que são desassossegados
Iguais aos meus sentimentos.

Cíntia Maria

segunda-feira, 28 de maio de 2012



M.

Alto, charmoso e inteligente
Isso me bastou para que eu fixasse o olhar nele
Ousado e divertido
Rapidamente me sinto a vontade em sua presença
Mas esse carinha já estava marcado por uma colega minha
E hoje estou saindo com outros objetivos
Olho pra ele e tento não encará-lo
Quando noto que ele faz o mesmo
Ao seu lado está sentando o homem que eu digo que desejei pra mim
Que prometeu ser meu
Mas o carinha ousado me pega pra dançar
Cola seu corpo ao meu
Eu quero beijá-lo ele também quer
Por que o corpo fala por nós?
Por que perder uma certeza por uma aventura?
Mesmo assim continuo querendo
E o álcool já me impede de pensar
Minha colega que parecia querê-lo um dia antes
Nem o nota mais
Ainda pensa num passado recente
Eu ainda olho pra ele
E já sem conter os desejos fúteis de uma noite de festa
Ele me segura firme o  rosto e me beija
Gelo e esquento ao mesmo tempo
E quero sumir
Já é tarde o mal está feito
A ressaca será moral
Mas parece que minha colega resolve me salvar
Agarra-se a ele e o beija como eu gostaria
Não sinto raiva de nenhum dos dois
Fico feliz em vê-los
Mas ainda o desejo ao longe
Como vingança o homem que prometeu ser meu já está nos braços de outra
Ele nos viu
Notou nosso desejo
Que poderei fazer se a carne falou mais alto?
Minha colega continua a beijá-lo
E nos intervalos dançamos livres e leves
E com os desejos guardados no bolso
Ele parece bem com ela
E agora eu me arrependo
Não do beijo
Apenas de não tê-lo feito escondido
O desejo se despediu quando o dia amanheceu
Volto para casa
Com lágrimas nos olhos
Perdi os dois
Não quero mais nenhum
Enquanto isso oscilo entre vítima e algoz
E confesso querer amizade do carinha ousado e sorridente
No dia seguinte já falo com ele sobre coisas banais
Quando irei vê-lo não sei
Fico sabendo dos  seus planos futuro
E será muito bom que encha a vida da minha colega de sol
E que arranque o sorriso que ela tanto precisa voltar a ter
Quando o peso da razão pesou sobre mim
Desejo apagar aquele dia
Minha colega confessa não querê-lo
Mas será difícil escapar de um advogado do diabo
Quem é ele?
Por que me despertou tantas loucuras?
Por hora deixe estar
Vamos seguindo que a vida pede passagem
Tudo é uma escolha e eu sempre faço a mais idiota.
Perdi um sentimento que levei meses para conquistar
Por causa de um sorriso bobo
Não sei quão errada fui
Não sei porque não pude controlar
Quando a bebida é muita
O superego não funciona
E somos como crianças levadas pela música
E no dia seguinte a responsabilidade nos chama
Nos culpa
E sentimos a dor maior do que ferir
É ferir os sentimentos dos outros
Esperarei aquele que eu conquistei voltar
Mas se ele não voltar
Tenho muitos na vida ainda pra conquistar
E o conquistador ousado vou deixando passar
Que ele ao menos sirva de um passeio para minha colega
Que parece não querer se apaixonar.
Cíntia Maria


Há tantas coisas a serem ditas
Que não tem sentido
Sentimentos que se comprometem por atos
Um desejo absurdo de não ser o que se é.
O que dizer de um erro de mão dupla?
Voltar no tempo não é possível querido meu
Você não quer falar
Você quer fugir
Como um menino que com medo de ser visto
Esconde-se atrás de um caminhão.
Seus desejos desconheço
Perder você não será o meu fim.
Eu aqui penso em você
Não mais como um barco que eu havia prendido ao cais
Mas como um carro dirigido por um bêbado
Vou esperar a chuva passar
Deitada aqui na rede
Lendo o Pessoa com lágrimas nos olhos
Não de amor, nem de saudade
Apenas de arrependimento
Mas já sem dor. 


Cíntia Maria

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quem a ver sorrindo assim não desconfia
A tempestade íntima que lhe acompanha
Nos dias, nas horas do rosto sóbrio
Vive a tácita luta ausente dos errantes.
Desejo louco de ir sempre adiante
Pra frente, sem rumo, sem meta, sem ver,
Pra frente, sem enxergar o tão distante.
Viver de cada pedaço alcançado,
Deixada de lado a suada aflição.
Ler os seus versos escritos nas noites,
Deixa os autores largados no chão,
Mede distancia a medir o seu tempo
Intimamente uma ausência a ofusca
Reprovando cada passo desequilibrado
E de poeta em poeta vai colecionando angústias.



Wagner Oliveira
Para mim.

Aulas...

Discussões que não cessam ao longo de uma vida
Pensamentos muitas vezes tolos girando sem gravidade
Estarei eu entre homens mortos?
Seres apáticos, sem contexto
Vagando sem nenhum embasamento
Todos pensam conhecer a verdade Universal
Usando como artimanha desmerecer o outro
Uns que não sabem desenhar uma árvore pensam entender mais de arte que Michelangelo
Mas o que de fato nos habilita a reconhecer uma coisa como arte?
Quem está mais certo ou menos certo?
Volta e meia caímos na mesma questão:
É ou não é?
A palavra é dada a todos
Fiquem livres falem suas besteiras
Qual o verdadeiro sentido da arte, da vida, da poesia?
Qual a legitimidade de tudo isso?
E em toda essa interpretação existe algo que é comum a todos
Mas isso por hora me escapa
Quero sair daqui e derivar
E que arte continue me cativando
Com todo o seu refinamento.
Cíntia Maria

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Príncipe

Ele será apenas meu
e eu serei apenas dele
Eis o que ele me propõe como único contrato da nossa relação.
Amar e ser amado
Nada pode mais querer um ser humano
Olhar nos olhos e traduzir um sentimento
Sentir que os dias se arrastam nos momentos de ausência
E correm quando estamos de mãos entrelaçadas
Ganhei da vida o que eu nem ousei pedir
E agora parece que tudo saiu do branco e ganhou cor
Profundissimamente feliz
Não vou nomear o momento
Ele é meu
E eu sou dele
E isso basta-nos para começo de história.

Cíntia Maria

Com o esteto no pescoço   saindo do plantão Ela lê meus poemas Não estão na televisão     nem no rádio Não sou grande poeta Nem mesmo ...