sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tempestade



Lembro-me com saudade daquele sorriso doce
Daquele olhar tão afável
E de um beijo que até então
Era para mim inimaginável

Sinto saudade de uma menina
Que era madura e quase mulher
Que me ensinou coisas que a vida
Nem imaginou ser sentida

Uma garota que apelidei de Tempestade
Que era tão fascinante era de se admirar
Que ilusão me trouxe mais tarde
Que mais tarde veio me deixar

Ainda sinto a dor de quando a Tempestade se foi
Deixou tudo destruído
Ela não levou casas, nem patrimônios
Levou somente meus sonhos

Ela me apagou a vontade de amar
E de viver
Levou meu desejo mais reprimido
Nem ao menos deixou o meu sorriso

Essa garota levou até o que eu não tinha
Levou a vida minha
E hoje
Só me resta lembrar

Queria viver a minha vida novamente
Só pra repetir a sensação de tê-la
De abraçá-la
E tocar o céu

Volte para mim, pois, prometo
Amar-te com devoção
Eu juro que até vou pra sua religião
Largo todo esse meu mundo pagão

Eu largo os livros
E vou até pra uma festa
Eu perco os medos
E saio das arestas

Permita-me sentir novamente seu cheiro
O olhar novamente seu rosto
E me entregarei sem reservas
E sem pressa


Somente tocar mais uma vez
Seus olhos nariz a boca
E repetir
Linda, linda, minha doce lucidez

Eu invento sonhos
Eu saio das restas
Eu não troco você
Por nenhum poeta

Mudo até meu nome
Eu esqueço todo o pecado
Eu crio filhos
Se preciso saio dos trilhos

Eu mando embora as ilusões
E esqueço as utopias
Garota volte logo
E vamos viver sem rebeldia.

Cíntia Maria

sábado, 22 de outubro de 2011

Um rosto


Eu vi um rosto que me prendeu a atenção
Era de uma moça bela
Radiante
E singela


Quem ela eu não sei
Mas fiquei horas a olhar
Aquela bela foto
Tão simples de se admirar


Um rosto desconhecido
Que na mesma hora quis conhecer
Queria desvendar
Cada traço antes do amanhecer


Aquela menina tão bela
Agora que nem sei pra onde vai
Que planeja pra amanhã?
Cruzará comigo num corredor?


Um rostinho tão bonito
E não sei dizer mais nada
O destino me fez encontrá-la
E desvendá-la tem sigo tão bom


Temos gostos tão parecidos
Curtimos coisas belas
Compartilho com ela
Momentos de doçura


Não pense que é loucura
É apenas afinidade
Quero olhar esse rosto
E descobrir toda verdade.

Cíntia Maria

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sonho!

Ontem eu tive um sonho
Sonhei que a morte vinha me buscar
Mas eu não queria ir
Tinha muito medo de te largar

Logo agora que sou feliz
Que a luz você veio me entregar
Como agora eu posso ir?
Eu não quero te deixar

Outra terá tudo que eu tenho
Te tomará nos braços
Te chamará de amor
E lá de cima eu sentirei a dor

Eu não quero ir
Dona Morte me deixe ficar
Não posso ir sem levar aquele
Que meu coração só sabe amar.

Cíntia Maria
CARTA DE DESPEDIDA

A vida recomeça a cada dia e nesse eterno recomeço esquecemos de valorizar aqueles que nos amam, perdemos tempo com coisas banais, com pessoas que nada nos acrescentam e deixamos passar o que é de essencial. Gastamos energia em odiar, em reclamar, em criticar e não paramos um só momento para cuidar.
Todos os dias na vida deveria ser como se fossemos morrer amanhã, uma despedida, pois, caso não se concretize agradeceremos sabe-se lá a quem pela oportunidade de recomeçar. Talvez isso soe meio religioso, mas posso lhe dizer com segurança que não preciso acreditar em Deus para viver no amor.
A nossa única garantia é a morte e amanhã talvez eu não acorde e me pergunto: o que eu deixarei? A vida é uma eterna construção, de tudo o que eu posso deixar, quero apenas deixar aos meus o amor.
    Uma história é feita de erros e alguns acertos, carregada de sentimentos, de paixões e mais ainda de desilusões.
Hoje tenho medo de dormir e não acordar amanhã, sinto talvez a morte tão perto a me olhar a me desejar. Pudéssemos ser imortais, pudéssemos morrer jamais, eu não quero de forma alguma ir agora, preciso ficar, trilhar, cair, caminhar e seguir.
Preciso um filho deixar, uma geração continuar, eu ainda tenho muita gente pra amar, muitas metas a realizar.
Preciso dizer que amo uma estrelinha que me ensinou o que é amizade, uma estrelinha que no meu céu só faz brilhar e sei que quando eu me for por mim ela vai rezar, talvez eu vá em busca de anjos, mas muitos eu vou deixar por aqui, embora sem asas eles já me guiam na estrada. Verei minha triste irmã como diz o poeta; fechar meus olhos, me banharei em lágrimas de meus pais, deixarei amigos que por um certo tempo se sentirão perdidos.
Preciso dizer que eu sou rica de toda a graça, pois, muitos são os que me acompanham nessa longa jornada.
E se amanhã eu não acordar posso dizer que tive o maior dos dons o dom de amar.

Cíntia Maria
Um parágrafo de saudade!

O dia amanhece frio numa cidade distante que o tem o nome doce, voltando para casa levo apenas saudades, pensando na hora que meus olhos cruzarão com os seus. Quero te contar as aventuras vividas e a solidão sentida. A dor de estar longe, o medo de não te ter mais por perto. O que era belo sem você escapa, pois, daqui eu só pensava em te amar e reencontrar a minha graça. Meu doce sonho, Desejo antigo, meu amor, meu amigo. Só quero no seu peito recostar e os seus desejos vou realizar. Saudade vou deixando ela pra cá, meu amor eu volto, só pra te amar. Depois de você eu nunca viajei de corpo e alma, pois, sempre levo você em meu coração e no fim eu volto pra sua rota, onde eu não me deparo com a contramão.

Cíntia Maria

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ética Cristã?

Uma voz tão grave
Um olhar tão sério
Traços tão belos
De um homem sedutor

Um sorriso aberto
Faz-me ter um medo incerto
Entrego-me?
Recuo?

Desejo-lhe há tanto tempo
E hoje vai ser assim
Viver pelas pulsões
E me entregar às emoções

Este homem do Senhor
No pecado não pensou
Junto com ele me levou
E só pensamos no amor

Assim eu o quis baixinho
Sem incomodar a multidão
Que por nós passava
Sem saber nossa intenção

Se amar não é pecado
Eu já estou liberta
Mas se Deus existir
Eu não serei encoberta

Agora me encontro alucinada
Sabendo que muitos me julgarão errada
Mas o Id me dominou
E a saudade nem ao menos ficou

Agir por impulsos
Não levar em conta a razão
Faz de nós animais
Em busca de satisfação

E agora
O que ele dirá a Deus?
Se o Seu nome não representou
E pras coisas do mundo ele se entregou

Quando a vida é apenas uma aventura
Nada disso importa
Mas pra as loucuras dessa vida
O mundo não nos abre as portas

E eu acordo
Como se nada tivesse acontecido
Não sinto peso na consciência
Nem nenhum desejo reprimido

Penso no que será que ele pensa agora
Será que chora
E pede desculpas a Deus?
Ou se arrependo do dia que me conheceu?

Brincar de desvirtuar
Os que estão no Caminho
Não me tira o sono
Nem me causa escárnio

E se amanhã o desejo novamente vier me visitar
Eu direi um não!
Não quero mais brincar
Pois morro de medo de novamente me apaixonar.
Cíntia Maria

Com o esteto no pescoço   saindo do plantão Ela lê meus poemas Não estão na televisão     nem no rádio Não sou grande poeta Nem mesmo ...