domingo, 7 de agosto de 2011

50 


Tantos anos por ele passaram
Medos;
Decepções;
Dores;
E tantas frustrações.
Quase tudo ele já viveu
E não sei se um dia de fato ele será meu.
O que fazer ao lado de alguém que nada mais espera?
Para quem o mundo tudo já ensinou.
Para ser eu, preciso pra ele dizer adeus?
Que planos teremos se todos ele já produziu?
Quantos filhos teremos se a prole ele conduziu?
O que ensinarei?
O que descobrirei?
Como aos outros contarei?
E só agora essas questões passam por mim,
E um desespero de vê-lo ir antes do fim.
E dividindo a idade dele por dois nem perto da minha chego,
Mas é perto dele que encontro meu verdadeiro aconchego.
E se nada disso fizer sentido?
Se o “aqui agora” estiver de fato correto?
Então devo viver aquilo que para o meu coração estar aberto.
Se com ele sou mais feliz
Por que devo bancar o juíz?
E nele encontro a magia da eternidade
Por que devo ter medo da idade?
E se a vida realmente começar a cada dia?
Não devo deixar ir embora a minha alegria.
Se o medo me impedir de arriscar
Só a mim deverei culpar.
Quando ele for embora e nada mais tiver sentido
A quem eu chamarei de abrigo?

Cíntia Maria

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