segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

         A difícil hora do adeus!

         Lembre-se de mim como uma saudade sem nome, que talvez ainda tenha cor, mas que se apagará com o fim do dia. Pense em uma boca que não mais beijaras e um sorriso que não mais se abrirá para ti. Um olhar que não vai te seguir pelas ruas da solidão.
         Não estarei de braços abertos para te acolher quando a tristeza vier te buscar, nem serei mais o mapa que você se guiava. E quando você me perguntar o porquê  de tamanha revolta, eu apenas te direi que foi você que escolheu assim, soltar a minha mão quando eu mais busquei por ti.
Então você dirá: Eu já não quero mais assim!
         Apenas suplicarei a ti que voltes a primeira linha desse pequeno texto. Reafirmando assim toda a minha despedida.
      Eu já não tenho condições de esperar por ti. Oh Meu Bem parta... Entenda que será mais fácil para nós conviver com a distância que se assemelhará a morte. Meu peito dilacerado não cabe mais remendos. Tolerar não é amar.
         Chega! Eu já vejo o ponto final a enamorar minha caneta e ele pede urgente para ser aplicado em nossa história.
         Permita-me que eu saia do poço para ver a grandiosidade da vida.

Cíntia Maria

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