segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Culpados?



Não foi fácil te dizer adeus.
Não vou mentir dizendo que não doeu.
Lagrimas me rolavam pelo rosto,
Enquanto eu repetia pra mim,
Que amanhã você não estaria aqui.
Em vão procurei culpados no teatro de nossa vida.
E apenas achei feridas.
Corria pra não me machucar,
Eu não podia deixar você ficar,
Porque aos poucos você ia me matar.
Mentiras!
Seduções!
E jogos sem soluções.
Tudo contribuiu pra você me arrazar e
sem forças você me deixar.
Hoje me encontro a pensar em você
Com a certeza que vou te esquecer.


Cíntia Maria
Saudades

Saudade do seu cabelo caindo sobre meu rosto,
Quando a gente fazia amor.
Da sua boca a percorrer todo meu corpo,
Deixando-me em pleno tremor.
Do seu cheiro grudado em minha pele.
Das loucuras feitas às escuras.
E o medo de ter que partir,
Quando tu chamavas por mim.
Quando a saudade apertava, eu apenas te procurava.
Na ilusão de plenitude sentir.
Eu estava para tu e assim nos encontrávamos.
Mas as mentiras eram sua maior força,
E nossa relação caiu numa forca.
E assim apagaram a nossa luz,
E foi quando eu passei a carregar a cruz.
O laço se desfez
E eu não mais te amei.
Cíntia Maria

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Minha Doce Lua


 Eu vi a lua e lembrei-me de você. Dos seus olhos brilhantes ao contemplá-la.
E quando eu a via no céu, ela era tão semelhante ao seu sorriso, tão doce,  tão singela e tão inusitada.
Mas, vê-la sem você não tinha a mesma intensidade. Pois o que me divertia era poder compará-la a sua luminosidade.
Quando a lua nascia no céu eu não conseguia pensar em mais nada que não fosse você, que me encantava e que tinha um amplo poder de sedução.
Que não me trazia tristezas apenas um palpitar maior do coração.
Quando a lua entrava no palco da minha vida, tudo tinha um colorido mais belo que me enlaçava.
E quando a minha Doce Lua se despedia no meu céu, a escuridão novamente me abraçava.


Cíntia Maria

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que você quer vê em você?
Você pagaria o preço do seu desejo?
Existe possibilidade de fugir de si mesmo?

Cíntia Maria

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apenas pra mim

Lembro-me da primeira vez que os seus dedos tocaram minhas mãos, junto com o eriçar dos pelos aumentou também as batidas do meu coração.
Quando seus lábios tocaram os meus, não existe ser capaz de criar tal nome para mensurar tal sensação.
Quando suas mãos deslizaram sobre meu corpo pensei enfim ter encontrado a definição da palavra felicidade.
Ah como são tolos os que amam... como uma criança me sentia ao passear com você de mãos dadas pela cidade iluminada.
E como me senti nada quando você foi embora sem dizer adeus! Até hoje vejo o mundo vazio de significados. E as perguntas que me circundam. Fui eu um mero objeto de desejo? Uma distração pra um dia sem cor.
Mas ninguém além de mim pode dizer realmente o que aconteceu entre nós.
Porque na verdade só aconteceu pra mim...

Cíntia Maria

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

         A difícil hora do adeus!

         Lembre-se de mim como uma saudade sem nome, que talvez ainda tenha cor, mas que se apagará com o fim do dia. Pense em uma boca que não mais beijaras e um sorriso que não mais se abrirá para ti. Um olhar que não vai te seguir pelas ruas da solidão.
         Não estarei de braços abertos para te acolher quando a tristeza vier te buscar, nem serei mais o mapa que você se guiava. E quando você me perguntar o porquê  de tamanha revolta, eu apenas te direi que foi você que escolheu assim, soltar a minha mão quando eu mais busquei por ti.
Então você dirá: Eu já não quero mais assim!
         Apenas suplicarei a ti que voltes a primeira linha desse pequeno texto. Reafirmando assim toda a minha despedida.
      Eu já não tenho condições de esperar por ti. Oh Meu Bem parta... Entenda que será mais fácil para nós conviver com a distância que se assemelhará a morte. Meu peito dilacerado não cabe mais remendos. Tolerar não é amar.
         Chega! Eu já vejo o ponto final a enamorar minha caneta e ele pede urgente para ser aplicado em nossa história.
         Permita-me que eu saia do poço para ver a grandiosidade da vida.

Cíntia Maria

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A minha Ana O.

A nossa história é lixo e luto;
Uma invenção mal sucedida no campo do imaginário;
Algo que perdeu o valor simbólico;
Uma noite mal dormida;
Um sonho interrompido pelo pesadelo;
Uma criança que nasceu antes das 28 semanas de gestação;
Uma carta sem remetente;
Um pensamento onírico latente que jamais será manifesto;
O arquétipo da mentira;
Um pai que não conhece a língua do filho;
Um desejo recalcado.
E nenhuma serotonina poderia reverter esse efeito, 
Pois você não ativa mais meu sistema límbico,
Meu hipotálamo parece inerte e só a amígdala parece trabalhar perfeitamente,
Você já não é mais parte do meu léxico.
E você tropeçou nas palavras e confessou seus erros... involuntariamente.
Uma vez me ensinaram que o desejo se sustenta na falta, se já não sinto a sua ausência então entenda...
E agora que não sou mais capaz de simbolizar, por fim eu passo ao ato,
Pois não ficarei condicionada a ignorância dos meus desejos.
E como Freud me disse que aquele que não conhece sua história tende a repeti-la, pois então a minha já me é sabida.
Não chegaremos a entrar numa disputa egóica;
Nem aumentará a minha neurose;
Porque nada existe além da fala, já não somos mais capazes de nos comunicarmos.
E a verdade é a verdade do sujeito, então, eu fico com a minha.
Não! Não chegue a histeria, só te peço que saia do imaginário realizando assim o objetivo da nossa grande Psicanálise.
Hoje significo o que sinto, pois só passando por algo é que se pode saber o seu real sentimento.
Meu Bem não fiques triste Freud já havia te dito que a felicidade não estava nos planos da criação. Por que ainda acreditavas?
Não vamos subverter a lei. Não posso recalcar o afeto que nutri por ti, mas a representação dele eu posso e como não sou psicótica construo de mim, mas nessa imagem você não está ao meu lado.
Não serie mais seu objeto de gozo e como não estou na praia os tigres não me ameaçam.
E hoje produzo a verdade que sou capaz de aceitar.
Nada mais tenho a te dizer visto que as palavras me faltam...

Cíntia Maria

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um verme venenoso roeu meu coração


















Como acreditar-te?
Juras de amor
Sonhos sem pavor 
Noites de luar
Minha vida te dei para cuidar
Então você apagou a luz
Deu-me a escuridão
E foi roendo lentamente meu coração.


Cíntia Maria

Com o esteto no pescoço   saindo do plantão Ela lê meus poemas Não estão na televisão     nem no rádio Não sou grande poeta Nem mesmo ...